VIVEIRO DE MUDAS DE PLANTAS

O Brasil possui é uma grande potência na produção vegetal. Dentre os setores que formam a base é a produção de mudas.  A instrução normativa nº 24, de 16 de dezembro de 2005, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aprovou as Normas para Produção, Comercialização e Utilização de Mudas.

Um viveiro é o ambiente/local onde germinam e se desenvolvem todo tipo de planta. São nesses locais que as mudas serão cuidadas até adquirir idade e tamanho suficientes para serem levadas ao local definitivo, onde serão plantadas. Os viveiros contam com diferentes tipos de infraestrutura, que vão depender do seu tamanho e de suas características, onde podemos destacar dois tipos de viveiros:

– Viveiro permanente: são aqueles construídos para durar mais tempo, sendo utilizados para produção de mudas em quantidades maiores, principalmente visando à comercialização em larga escala. Como essas instalações são mais duradouras, necessitam de material mais resistente, assim os gastos para sua construção são bem maiores do que os do viveiro temporário. Geralmente se localizam próximos a mercados consumidores, e;

– Viveiro temporário: são aqueles cuja duração é curta e limitada, destinados a produção de poucas mudas em uma área determinada. Geralmente se localizam próximos à área de plantio. Esse tipo de viveiro é bem simples e pode ser construído, por exemplo, utilizando-se a sombra de uma árvore frondosa no fundo do quintal.

O negócio de viveiro de mudas agrícolas e florestais está relacionado à conservação e ampliação da produção de alimentos e cobertura vegetal, inclusive em áreas degradadas, criando possibilidades de utilização sustentável de recursos naturais, bem como alternativas de trabalho e renda.

As florestas e os pomares são fundamentais para a vida no planeta, pois além de fornecerem insumos para a vida dos seres vivos, madeira para a produção de papel, combustíveis, alimentos e plantas medicinais, também armazenam carbono, ajudam a regular o clima, reduzem o impacto de inundações e deslizamentos de terra.

As plantações alcançam produtividade maior em relação às florestas naturais ou o cultivo sem técnica, ampliando oportunidades futuras para o crescimento econômico e o emprego a partir da nova economia verde.

O plantio racional pode ajudar a recuperar as florestas naturais, onde a terra sofreu degradação ou erosão. O manejo e a localização adequada das plantações contribuem para a conservação da biodiversidade, atendendo as necessidades dos seres vivos, além disso, a preservação da biodiversidade caminha junto. Quando um ecossistema é equilibrado, não há ameaça de animais extintos.

A promoção do reflorestamento também é importante pela ampliação da capacidade de absorção de carbono, contribuindo para a redução do chamado “efeito estufa”.

Com a baixa oferta de madeiras nativas, o plantio de mudas florestais se torna uma opção das mais interessantes em razão da consciência ecológica que as pessoas estão assumindo de forma crescente, além das novas leis ambientais brasileiras que impõem grandes multas ao desmatamento, e a pressão de organismos e mercados internacionais contra os produtos de origem florestal originários de matas nativas. Por essas e outras razões, começam a surgir florestas de pequeno e médio porte, que são implantadas em programas de reflorestamento para produzir madeira com objetivos variados.

Além da possibilidade de retorno financeiro do investimento com viveiros de mudas florestais, torna-se interessante a utilização de áreas íngremes, solos degradados, áreas em processo de desertificação e impróprias para agricultura, o que valoriza o terreno na dimensão estética e financeira.

As florestas e pomares plantadas, em sua maioria são monoculturas, ou seja, são sistemas de exploração do solo através de um único produto.

Os serviços e produtos ambientais fornecidos pelas florestas plantadas e pomares são essenciais para a economia do Brasil. A produção está diretamente ou indiretamente ligados a ela. O setor de base florestal atua basicamente em seis cadeias de produtividade, como a lenha e carvão, a madeira sólida, o papel e celulose, os painéis reconstituídos, os produtos não madeireiros e os serviços ambientais.

Na agricultura, os viveiros estão em franca produção com pitaia, cupuaçu, cacau, manga, açaí, abacaxi, maracujá, pupunha, abacate, dentre muitas outras espécies.

Com a atuação dessa produtividade, ocorre um aumento do PIB brasileiro e a geração de mais empregos. O Brasil é gigante por natureza. [email protected]