MERCADO DE PLANTAS, ERVAS, SEMENTES, ÓLEOS…

Os produtos e subprodutos vegetais da floresta, mesmo tendo efetivamente um mercado efervescente, ainda não possui uma mensuração sistemática no Brasil, tão pouco nos estados e municípios brasileiro, Podemos encontrar alguns estudos de iniciativas governamental e da iniciativa privada, quando precisam fazer levantamentos para projetos, plano de negócios, avaliação pericial, ou mesmo para avaliar potenciais.

Ter uma alimentação mais funcional à base de vegetais conhecidos e ainda os que são pouco explorados pelos agricultores por ter, principalmente, uma pouca demanda de consumo, requer mais investimento em pesquisa, desenvolvimento, produção e inovação.
A agricultura do futuro já tem buscado investir em tecnologias disruptivas que otimizam o uso de uma matéria prima, na transformação de vários subprodutos. Ou exemplo é a inovação em mix de produtos antes considerados impossível de serem misturados, mas que hoje mostram-se como excelentes soluções de novos produtos com agregação de valor e alta rentabilidade nos negócios.

Um exemplo de visão holística para os negócios é a empresa à frente do seu tempo chamada Fazenda do Futuro. É uma marca lançada em 2019, na qual fabricava sucos Do Bem. Os produtos têm gosto e textura parecidos com carne, mas são feitos de beterraba, ervilha, grão-de-bico e soja. Hoje a empresa vende hambúrguer, linguiça, almôndega, “carne moída” e “frango”. O faturamento cresceu três vezes em um ano. Em um grande varejista, a marca já responde por 23% das vendas de hambúrguer. O Brasil representa 90% do mercado, mas o plano é crescer na Europa. A entrada nos EUA está planejado para 2021. O conceito da empresa é: “os vegetais são riquíssimos e temos custos menores no Brasil. É uma oportunidade de dar uma nova cara ao país e não sermos vistos apenas como exportadores matéria primas, mas de alimentos com valor agregado”.

O Brasil oferece uma variedade de oportunidades para exportadores norte-americanos de alimentos à base de plantas, de acordo com relatório do escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em São Paulo. Segundo a agência, consumidores brasileiros estão adotando uma dieta mais balanceada e isso aumenta as oportunidades para novos produtos alimentícios.

O USDA diz que a empresa de pesquisa Euromonitor International estimou o tamanho do mercado brasileiro de alimentos e bebidas saudáveis em R$ 102 bilhões em 2019, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Isso faz do Brasil o sexto maior consumidor do mundo para essa categoria de produtos.

A agência observa que o número de vegetarianos no Brasil está aumentando, o que impulsiona a demanda por produtos sem proteína animal. Citando uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2018, o USDA afirma que 30 milhões de pessoas no Brasil se consideravam vegetarianas, um aumento de 75% em comparação com a mesma pesquisa realizada em 2012. Além disso, diz o USDA, a pesquisa mostrou que 60% de todas as pessoas entrevistadas prefeririam comprar produtos à base de plantas se a faixa de preço fosse semelhante à dos produtos de origem animal da mesma categoria.

O setor alimentício está crescendo muito e certamente traz muitas novidades. São tecnologias, ingredientes, técnicas de produção saudáveis – tanto para o consumo, quanto para o meio ambiente. Especialistas, como o Whole Foods Market e Brasil Food Trends, mostram tendências no mercado de alimentos e como elas acabaram surgindo. 1) A agricultura regenerativa, é uma tendência onde todas as parcelas da cadeia produtiva estejam interessadas em técnicas e consumo que impactem o mínimo possível a natureza. Por exemplo: manejo de terra e de animais que ajudem a melhorar a saúde do solo. 2) Novas carnes feitas à base de plantas, são os alimentos conhecidos plant based, ou à base de plantas, estão cada vez mais populares. Além das versões vegetarianas, surgem opções que usam frações de vegetais em sua composição. 3) Farinhas diferenciadas já estão no mercado de alimentos, que são feitas com ingredientes não convencionais, por exemplo: farinhas de banana, couve-flor, mandioca, elas são usadas como substitutas nas dietas sem glúten. E trazem uma alternativa interessante às farinhas brancas. Alimentos vegetarianos já são tendências no mercado, como aqueles à base de soja e TOFU deixarão de ser as únicas opções de proteínas vegetarianas. Serão produtos que adicionam feijão, cânhamo, abóbora e sementes como substitutos da soja.

Plantar é empreender, e quem cultivar novas espécies ou variedades terá mercado garantido, pois o mundo preciso do Novo Agro Inovador que a todo dia nasce no Brasil. [email protected]