IMPACTOS AMBIENTAIS NO ENEM

Com a natureza batendo em nossa porta, frequentemente, as provas do Enem apresentam conteúdos relacionados com os impactos ambientais originados nas zonas rurais (campo) ou nas zonas urbanas (cidades). 
 Os temas relacionados com os impactos ambientais, tanto no ambiente rural quanto nas cidades, são frequentemente abordados nas questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Então, é preciso estudar e conhecer os conteúdos que se relacionam com os Impactos Ambientais para fazer uma boa prova.
 Apesar de ser um tema muito divulgado pelos meios de comunicação e ser relativamente mais fácil de interpretar e resolver, as questões que o envolvem exigem bastante conhecimento e muita atenção por parte do candidato. Geralmente o exame busca, principalmente nas redações, além dos conhecimentos científicos, um posicionamento crítico.
 Problemas ambientais urbanos ocorrem pelo crescimento acelerado das cidades e a industrialização. Seus efeitos afetam tanto o meio quanto a qualidade de vida dos moradores. Esses problemas são causados principalmente pelo crescimento desordenado das cidades, pelos processos de industrialização, pelo aumento do número de veículos que utilizam motores a combustão e também pelo crescimento populacional. Podemos citar como problemas desse crescimento, a poluição atmosférica, dos solos e dos mananciais bem como sonora e visual, a impermeabilização dos solos e o descarte inadequado de lixos e dejetos, que causam fenômenos como alagamentos, ilhas de calor, chuva ácida, além de complicações de saúde para a população.
 Resumidamente pode citar como problemas ambientais urbanos:
 • Os problemas ambientais urbanos são causados pela industrialização, pelo crescimento acelerado e desordenado das cidades, pelo aumento do número de habitantes e também pelo aumento da quantidade de veículos a combustão que circulam nos centros urbanos.
 • Os principais problemas urbanos são: poluição do ar, das águas e dos solos, impermeabilização dos solos, que pode causar alagamentos, inversão térmica, chuva ácida, e poluição visual e sonora.
 • No Brasil, os problemas ambientais urbanos se concentram principalmente nas grandes cidades e áreas onde ocorreu a expansão desordenada das cidades.
 • Algumas das consequências desses problemas são aumento da ocorrência de doenças respiratórias ou causadas pela poluição das águas e do lixo, deterioração da qualidade de vida nas cidades, intensificação de enchentes, contaminação de mananciais e ampliação do efeito estufa.
 Para se fazer uma boa análise da agricultura intensiva em relação ao meio ambiente, é preciso compreender as relações existentes entre esta atividade e a natureza, para diagnosticar os problemas e propor soluções.
 A agricultura intensiva é um sistema produtivo caracterizado pela utilização intensiva das novas técnicas e tecnologias para o aumento da produtividade agrícola. É um agrossistema típico de países desenvolvidos e, quando presente nos países subdesenvolvidos, frequentemente a produção destina-se à exportação. É fato que a Agricultura Intensiva, por meio dos recursos por ela utilizados, promoveu uma verdadeira revolução no aumento da produtividade e na redução de tempo para a obtenção de resultados na agricultura. Entretanto, esse avanço não ocorreu sem custos aos recursos naturais. Há diversos aspectos desse sistema que provocam críticas dos ambientalistas. A seguir podemos citar alguns dos impactos ambientais provocados pela agricultura intensiva:
 • Uma área que será cultivada pela primeira vez já sofrerá o primeiro impacto, que é a retirada da cobertura vegetal original. A supressão da vegetação de áreas para o cultivo é essencial para a agricultura intensiva, pois a utilização de maquinário não é compatível com o plantio integrado à vegetação nativa;
 • A agricultura intensiva, por ser mecanizada, é uma modalidade que utiliza muita energia e combustíveis fósseis, como o óleo diesel. A utilização de implementos agrícolas e máquinas, como arados mecânicos, plantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras, contribui para a queima desses combustíveis e a consequente poluição do ar;
 • Poluição dos solos e da água pelo uso de defensivos agrícolas, os chamados agrotóxicos, que são utilizados para combater as pragas que atingem as lavouras. Entretanto, esses produtos químicos não atingem apenas o campo cultivado. Muitas vezes, quando chove ou quando o terreno é irrigado, os pesticidas são levados para as camadas mais profundas do solo e para os mananciais de água doce;
 • Além da poluição, o uso indiscriminado de agrotóxicos pode colaborar para a diminuição da biodiversidade, pois esses pesticidas, muitas vezes, não atingem apenas as pragas, mas também organismos (animais e plantas) que estão no raio de aplicação do agrotóxico;
 • O uso dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM), os chamados transgênicos, também é alvo de queixas por parte dos ambientalistas. Uma das contestações faz referência à perda ocasionada à vegetação e lavouras vizinhas ao local que recebeu imunidade a alguma infestação. Como as pragas (fungos, bactérias, insetos) não conseguem atingir a lavoura transgênica, elas migram para as lavouras ou vegetação vizinhas;
 • Enfraquecimento total do solo pelo uso ininterrupto e pela excessiva utilização de minerais corretivos e agrotóxicos, que podem salinizá-lo. Essa ocorrência pode prejudicar permanentemente o solo, tornando-o inapto a receber qualquer tipo de cultivo;
 • A irrigação é responsável pela utilização de grande parte da água potável. Mais da metade da água consumida é destinada a irrigar campos cultivados. Em uma época como a atual em que já se tem falta de água para o consumo em diversos locais, essa informação por si só já se configura como uma preocupação ambiental importante;
 • A retirada da cobertura vegetal original para o plantio (desmatamento) em conjunto com a irrigação e utilização de minerais corretivos é a combinação ideal para o surgimento de erosões no solo. Mesmo no período em que o solo está recebendo plantações, podem ocorrer, quando a drenagem da água não é bem feita, erosões que podem comprometer, inclusive, a produção.
 Ao mesmo tempo em que ocorrem protestos e críticas ao modelo de produção da agricultura intensiva, muitos pesquisadores e ambientalistas têm proposto alternativas de produção agrícola que não causem tantos impactos ao meio ambiente. Algumas das soluções apontadas são o reúso da água na agricultura, a utilização de fertilizantes e defensivos biológicos e a agricultura orgânica, que elimina a utilização de produtos químicos em sua produção. Essas e outras iniciativas trazem esperança de uma produção agrícola que tenha uma convivência mais pacífica com o meio ambiente. #SeLiga.  [email protected]