IMPACTOS AMBIENTAIS NO ENEM

Com a natureza batendo em nossa porta, frequentemente, as provas do Enem apresentam conteúdos relacionados com os impactos ambientais originados nas zonas rurais (campo) ou nas zonas urbanas (cidades). 
 Os temas relacionados com os impactos ambientais, tanto no ambiente rural quanto nas cidades, são frequentemente abordados nas questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Então, é preciso estudar e conhecer os conteúdos que se relacionam com os Impactos Ambientais para fazer uma boa prova.
 Apesar de ser um tema muito divulgado pelos meios de comunicação e ser relativamente mais fácil de interpretar e resolver, as questões que o envolvem exigem bastante conhecimento e muita atenção por parte do candidato. Geralmente o exame busca, principalmente nas redações, além dos conhecimentos científicos, um posicionamento crítico.
 Problemas ambientais urbanos ocorrem pelo crescimento acelerado das cidades e a industrialização. Seus efeitos afetam tanto o meio quanto a qualidade de vida dos moradores. Esses problemas são causados principalmente pelo crescimento desordenado das cidades, pelos processos de industrialização, pelo aumento do número de veículos que utilizam motores a combustão e também pelo crescimento populacional. Podemos citar como problemas desse crescimento, a poluição atmosférica, dos solos e dos mananciais bem como sonora e visual, a impermeabilização dos solos e o descarte inadequado de lixos e dejetos, que causam fenômenos como alagamentos, ilhas de calor, chuva ácida, além de complicações de saúde para a população.
 Resumidamente pode citar como problemas ambientais urbanos:
 • Os problemas ambientais urbanos são causados pela industrialização, pelo crescimento acelerado e desordenado das cidades, pelo aumento do número de habitantes e também pelo aumento da quantidade de veículos a combustão que circulam nos centros urbanos.
 • Os principais problemas urbanos são: poluição do ar, das águas e dos solos, impermeabilização dos solos, que pode causar alagamentos, inversão térmica, chuva ácida, e poluição visual e sonora.
 • No Brasil, os problemas ambientais urbanos se concentram principalmente nas grandes cidades e áreas onde ocorreu a expansão desordenada das cidades.
 • Algumas das consequências desses problemas são aumento da ocorrência de doenças respiratórias ou causadas pela poluição das águas e do lixo, deterioração da qualidade de vida nas cidades, intensificação de enchentes, contaminação de mananciais e ampliação do efeito estufa.
 Para se fazer uma boa análise da agricultura intensiva em relação ao meio ambiente, é preciso compreender as relações existentes entre esta atividade e a natureza, para diagnosticar os problemas e propor soluções.
 A agricultura intensiva é um sistema produtivo caracterizado pela utilização intensiva das novas técnicas e tecnologias para o aumento da produtividade agrícola. É um agrossistema típico de países desenvolvidos e, quando presente nos países subdesenvolvidos, frequentemente a produção destina-se à exportação. É fato que a Agricultura Intensiva, por meio dos recursos por ela utilizados, promoveu uma verdadeira revolução no aumento da produtividade e na redução de tempo para a obtenção de resultados na agricultura. Entretanto, esse avanço não ocorreu sem custos aos recursos naturais. Há diversos aspectos desse sistema que provocam críticas dos ambientalistas. A seguir podemos citar alguns dos impactos ambientais provocados pela agricultura intensiva:
 • Uma área que será cultivada pela primeira vez já sofrerá o primeiro impacto, que é a retirada da cobertura vegetal original. A supressão da vegetação de áreas para o cultivo é essencial para a agricultura intensiva, pois a utilização de maquinário não é compatível com o plantio integrado à vegetação nativa;
 • A agricultura intensiva, por ser mecanizada, é uma modalidade que utiliza muita energia e combustíveis fósseis, como o óleo diesel. A utilização de implementos agrícolas e máquinas, como arados mecânicos, plantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras, contribui para a queima desses combustíveis e a consequente poluição do ar;
 • Poluição dos solos e da água pelo uso de defensivos agrícolas, os chamados agrotóxicos, que são utilizados para combater as pragas que atingem as lavouras. Entretanto, esses produtos químicos não atingem apenas o campo cultivado. Muitas vezes, quando chove ou quando o terreno é irrigado, os pesticidas são levados para as camadas mais profundas do solo e para os mananciais de água doce;
 • Além da poluição, o uso indiscriminado de agrotóxicos pode colaborar para a diminuição da biodiversidade, pois esses pesticidas, muitas vezes, não atingem apenas as pragas, mas também organismos (animais e plantas) que estão no raio de aplicação do agrotóxico;
 • O uso dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM), os chamados transgênicos, também é alvo de queixas por parte dos ambientalistas. Uma das contestações faz referência à perda ocasionada à vegetação e lavouras vizinhas ao local que recebeu imunidade a alguma infestação. Como as pragas (fungos, bactérias, insetos) não conseguem atingir a lavoura transgênica, elas migram para as lavouras ou vegetação vizinhas;
 • Enfraquecimento total do solo pelo uso ininterrupto e pela excessiva utilização de minerais corretivos e agrotóxicos, que podem salinizá-lo. Essa ocorrência pode prejudicar permanentemente o solo, tornando-o inapto a receber qualquer tipo de cultivo;
 • A irrigação é responsável pela utilização de grande parte da água potável. Mais da metade da água consumida é destinada a irrigar campos cultivados. Em uma época como a atual em que já se tem falta de água para o consumo em diversos locais, essa informação por si só já se configura como uma preocupação ambiental importante;
 • A retirada da cobertura vegetal original para o plantio (desmatamento) em conjunto com a irrigação e utilização de minerais corretivos é a combinação ideal para o surgimento de erosões no solo. Mesmo no período em que o solo está recebendo plantações, podem ocorrer, quando a drenagem da água não é bem feita, erosões que podem comprometer, inclusive, a produção.
 Ao mesmo tempo em que ocorrem protestos e críticas ao modelo de produção da agricultura intensiva, muitos pesquisadores e ambientalistas têm proposto alternativas de produção agrícola que não causem tantos impactos ao meio ambiente. Algumas das soluções apontadas são o reúso da água na agricultura, a utilização de fertilizantes e defensivos biológicos e a agricultura orgânica, que elimina a utilização de produtos químicos em sua produção. Essas e outras iniciativas trazem esperança de uma produção agrícola que tenha uma convivência mais pacífica com o meio ambiente. #SeLiga.  [email protected]

QUINTAL PRODUTIVO

O meio ambiente não está apenas naqueles rincões do Brasil onde encontramos uma beleza cênica inigualável. Onde a biodiversidade reina e o curso natural da vida segue sem interferências direta. Há um outro reino animal e vegetal que estão muito próximos de nossas vidas, e que temos influência direta e indireta. 

O quintal, área das residências onde as famílias têm momentos de relaxamento, de contemplação de belezas raras como o revoar de um beija-flor, o trabalho conjunto das formigas numa correição, dentre outros.

Esta área que fica na lateral, na parte de traz ou mesmo na parte superior de residências, é um local de grandes riquezas. 

Os Quintais Produtivos fazem parte da composição da paisagem de uma pequena área baseada na produção familiar. No quintal da casa a família planta e cultiva plantas alimentícias, frutíferas, ornamentais, leguminosas e medicinais. 

Para algumas famílias, é no quintal que está grande parte dos alimentos para o consumo do dia-a-dia é nesse espaço que os membros da família desempenham suas atividades destacando a importante presença e participação de todos como colaboradores na composição da diversidade de plantas e espécies que compõem essa paisagem. 

É próximo à casa que o solo tem melhor fertilidade, pois recebe todo o material orgânico que é proveniente das sobras de alimentos e também pela ciclagem de nutrientes das folhas de árvores que se decompõem logo se pode dizer que a produção dos Quintais Produtivos é uma produção que segue os princípios da produção agroecológica.

É comum grupos familiares se envolverem na produção dos quintais produtivos. Assim, é importante definir um cronograma com atribuições e atividades a serem realizadas antes, durante e depois de cada etapa. Os mutirões para coleta de materiais, limpeza da área e construção dos espaços destinados aos animais, canteiros, viveiros de mudas e compostagem são fundamentais, pois são as primeiras atividades práticas a serem executadas quando se decide melhorar ou implantar um quintal produtivo. É importante também priorizar o uso de matéria-prima disponível na própria localidade, como palha de palmeiras, estacas, palha de arroz para a cama das aves e restos do plantio para a alimentação dos animais. Essa estratégia reduz custos e, ambientalmente, é mais sustentável. 

O viveiro de mudas deve ser adequado à capacidade de produção e ao espaço disponível no quintal. Não deve ficar a pleno sol, chuva ou exposto a muito vento. Se quiser utilizar o sombrite, melhor que seja instalado bem alto para evitar o calor demasiado. 
Os espaços de cria dos animais, devem ser separados por cercas ou telas dos espaços dos canteiros, cobertos de preferência com palha, pois é mais viável financeiramente e promove o conforto necessário aos animais. Esses espaços devem ser construídos levando-se em consideração o tipo e a quantidade de animais.

Para os canteiros, esta é uma etapa importante, pois o desenho do seu quintal e a capacidade de produção de cada família é que vão definir quantos e quais tipos de canteiros são possíveis implantar. Pode-se também fazer uso de materiais reutilizados, como bacias, baldes, pneus e garrafas PET. 

Na hora de plantar, é importante trabalhar com várias possibilidades de espécies frutíferas, arbóreas, hortaliças e medicinais. Além de garantir alimento para a família o ano todo, essa diversidade de espécies pode ser importante no controle de pragas e doenças. Algumas plantas devem ser cultivadas inicialmente em sementeiras. Outras podem ser cultivadas direto no canteiro definitivo, isto serve para a maioria das frutíferas.

A compostagem, além de ser feita utilizando materiais disponíveis nos arredores da casa também ajuda a promover a boa nutrição do solo e, consequentemente, dos cultivos, pois é rica em substâncias necessárias à nutrição mineral das plantas. O local onde será produzida a compostagem deve ser plano para evitar encharcamento, não pode usar resto de alimento da cozinha, pois propicia a proliferação de insetos e roedores. Mas o que é preciso para se fazer uma compostagem? Separe por pilhas: restos de vegetação seca, verdes, restos de hortaliças, cascas (se tiver), cinza, esterco (fresco é melhor pois irá promover o processo de fermentação dos materiais), água e uma barra de ferro para monitorar a temperatura. Uma observação importante é que os materiais, como restos de vegetação verde e seca sejam cortados em pedaços menores para que a decomposição ocorra por igual. 

Uma das coisas mais importantes no cultivo dos quintais é não utilizar veneno ou agrotóxico. Como geralmente os quintais ficam muito perto das casas, o uso de veneno é muito perigoso para as pessoas, para as fontes de água, bem como para os animais ao redor da residência. Portanto, recomenda-se: ▶️▶️ Fazer rotação de cultura, pois isso ajuda a equilibrar a fertilidade do solo e a reduzir pragas, doenças e ervas espontâneas; ▶️▶️ Utilizar plantas repelentes de insetos nos canteiros, entre as fileiras ou nas bordas dos canteiros, como cravo de defunto, urtiga, hortelã e mamona. Que tal relaxar produzindo alimentos orgânico? [email protected]

FORMAÇÃO NA ÁREA AMBIENTAL

A área ambiental tem crescido exponencialmente no mundo. O setor do ambiente é caracterizado pela diversidade de áreas que abrange e por uma carência de profissionais qualificados para lidar com os desafios existentes. 

Independentemente de você ingressar na profissão por meio de estágio através de uma graduação ou ensino técnico, programa de pós-graduação ou aprendizado baseado no trabalho, é essencial adquirir experiência para começar a trabalhar na área ambiental.

Esta é uma das áreas que mais cresce atualmente. Dessa forma, existem diversas oportunidades em organizações sem fins lucrativos, agências governamentais, ONGs, multinacionais e consultorias, por exemplo.

E quais as melhores estratégias para começar a sua formação na área ambiental? Bem as áreas de interesse para começar a trabalhar na área ambiental tem que iniciar com o que realmente lhe agrada baseado em suas paixões e nas habilidades que possui. A partir disso, você será capaz de encontrar as melhores oportunidades. 

Como profissional do terceiro setor, se o seu objetivo é fazer a diferença diretamente em um local específico, a organização de uma comunidade poderá atuar educando pessoas sobre os danos causados pela poluição do ar ou limpando um córrego local, por exemplo. Além disso, é importante que você saiba que, geralmente, esse tipo de trabalho é feito para organizações sem fins lucrativos, para ser focado os estudos.

No campo científico das áreas ambientais, atualmente, existe uma grande oferta de formação e empregos em ciências ambientais e engenharia ambiental. Com isso, é possível trabalhar em empresas privadas, órgãos públicos e terceiro setor, além de organizações acadêmicas e sem fins lucrativos. Aqui estão os profissionais que possuem faro científico. Gostam de estudar o ambiente.

Existem um crescente campo na captação de fundos, devido a necessidade da implantação de projeto, devido ao fato de que as ONGs recebem cada vez mais cortes em financiamentos, há uma crescente procura por profissionais que atuem nessa área. Porém esta necessidade captação de recursos, que requer formações específicas, serem necessários para empresas e universidades também. Então, caso você tenha experiência com redação de subsídios ou busca de patrocínio corporativo para projetos de capital, essa pode ser uma boa opção.

A liderança empresarial, para conduzir instituições privadas e projetos, em diversos níveis, e que trabalhem com meio ambiente e sustentabilidade, existem diversas vagas em ONGs e grandes empresas para essas lideranças que precisam conhecer à fundo as questões de sustentabilidade e para isso precisam ter uma visão global sobre o assunto.

Que habilidades ambientais os empregadores desejam? Em geral, os recrutadores procuram candidatos que possuam: Habilidades práticas e técnicas relevantes; Interesse em questões ambientais ou de sustentabilidade; Habilidades de trabalho em equipe; Aptidão física (para algumas funções); Capacidade de conscientização ou gerenciamento de negócios, dentre outras. As habilidades empreendedoras também podem ser valiosas devido à abundância de oportunidades de trabalho autônomo.

É preciso fazer estudos de pós-graduação? O setor ambiental depende fortemente de habilidades práticas e técnicas. Portanto, alguns empregadores favorecem a experiência de trabalho juntamente com as qualificações relevantes. As funções de pesquisa podem se beneficiar de um estudo mais aprofundado, enquanto os trabalhos de consultoria e gestão ambiental são altamente competitivos. Dessa forma, um mestrado em um assunto ambiental pode conferir uma vantagem em uma área especializada. Por exemplo, consultorias agrícolas podem exigir um mestrado em produção animal. Também é necessário um mestrado em produção e tecnologia de sementes para trabalhar em um posto de consultoria técnica. 

A área ambiental é muito ampla, por exemplo o profissional formado em Agroecologia planeja, executa e monitora os sistemas de produção agropecuária, com foco em práticas que não agridam o meio ambiente e na sustentabilidade econômica, social e e ambiental da cultura ou criação. Apoia a transição do modelo convencional de agricultura, com uso de defensivos agrícolas, para modelos agroecológicos. Ele atua, por exemplo, para que a produção de alimentos orgânicos esteja livre de agrotóxicos e que a cadeia produtiva leve em conta o sistema de trabalho e as particularidades socioeconômicas e culturais da região e das comunidades locais.

Para ter ideia, a formação na área está vinculada à Gestão Ambienta, Gestão de Resíduos, Gestão de Água, Poluição Atmosférica, Ruídos e Ambiente, Energias Renováveis, Legislação Ambiental e Avaliação da Conformidade Legal, Avaliação do ciclo de vida em produtos e processos, dentre inúmeros outros temas. As chances estão na formação. [email protected]

VIVEIRO DE MUDAS DE PLANTAS

O Brasil possui é uma grande potência na produção vegetal. Dentre os setores que formam a base é a produção de mudas.  A instrução normativa nº 24, de 16 de dezembro de 2005, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aprovou as Normas para Produção, Comercialização e Utilização de Mudas.

Um viveiro é o ambiente/local onde germinam e se desenvolvem todo tipo de planta. São nesses locais que as mudas serão cuidadas até adquirir idade e tamanho suficientes para serem levadas ao local definitivo, onde serão plantadas. Os viveiros contam com diferentes tipos de infraestrutura, que vão depender do seu tamanho e de suas características, onde podemos destacar dois tipos de viveiros:

– Viveiro permanente: são aqueles construídos para durar mais tempo, sendo utilizados para produção de mudas em quantidades maiores, principalmente visando à comercialização em larga escala. Como essas instalações são mais duradouras, necessitam de material mais resistente, assim os gastos para sua construção são bem maiores do que os do viveiro temporário. Geralmente se localizam próximos a mercados consumidores, e;

– Viveiro temporário: são aqueles cuja duração é curta e limitada, destinados a produção de poucas mudas em uma área determinada. Geralmente se localizam próximos à área de plantio. Esse tipo de viveiro é bem simples e pode ser construído, por exemplo, utilizando-se a sombra de uma árvore frondosa no fundo do quintal.

O negócio de viveiro de mudas agrícolas e florestais está relacionado à conservação e ampliação da produção de alimentos e cobertura vegetal, inclusive em áreas degradadas, criando possibilidades de utilização sustentável de recursos naturais, bem como alternativas de trabalho e renda.

As florestas e os pomares são fundamentais para a vida no planeta, pois além de fornecerem insumos para a vida dos seres vivos, madeira para a produção de papel, combustíveis, alimentos e plantas medicinais, também armazenam carbono, ajudam a regular o clima, reduzem o impacto de inundações e deslizamentos de terra.

As plantações alcançam produtividade maior em relação às florestas naturais ou o cultivo sem técnica, ampliando oportunidades futuras para o crescimento econômico e o emprego a partir da nova economia verde.

O plantio racional pode ajudar a recuperar as florestas naturais, onde a terra sofreu degradação ou erosão. O manejo e a localização adequada das plantações contribuem para a conservação da biodiversidade, atendendo as necessidades dos seres vivos, além disso, a preservação da biodiversidade caminha junto. Quando um ecossistema é equilibrado, não há ameaça de animais extintos.

A promoção do reflorestamento também é importante pela ampliação da capacidade de absorção de carbono, contribuindo para a redução do chamado “efeito estufa”.

Com a baixa oferta de madeiras nativas, o plantio de mudas florestais se torna uma opção das mais interessantes em razão da consciência ecológica que as pessoas estão assumindo de forma crescente, além das novas leis ambientais brasileiras que impõem grandes multas ao desmatamento, e a pressão de organismos e mercados internacionais contra os produtos de origem florestal originários de matas nativas. Por essas e outras razões, começam a surgir florestas de pequeno e médio porte, que são implantadas em programas de reflorestamento para produzir madeira com objetivos variados.

Além da possibilidade de retorno financeiro do investimento com viveiros de mudas florestais, torna-se interessante a utilização de áreas íngremes, solos degradados, áreas em processo de desertificação e impróprias para agricultura, o que valoriza o terreno na dimensão estética e financeira.

As florestas e pomares plantadas, em sua maioria são monoculturas, ou seja, são sistemas de exploração do solo através de um único produto.

Os serviços e produtos ambientais fornecidos pelas florestas plantadas e pomares são essenciais para a economia do Brasil. A produção está diretamente ou indiretamente ligados a ela. O setor de base florestal atua basicamente em seis cadeias de produtividade, como a lenha e carvão, a madeira sólida, o papel e celulose, os painéis reconstituídos, os produtos não madeireiros e os serviços ambientais.

Na agricultura, os viveiros estão em franca produção com pitaia, cupuaçu, cacau, manga, açaí, abacaxi, maracujá, pupunha, abacate, dentre muitas outras espécies.

Com a atuação dessa produtividade, ocorre um aumento do PIB brasileiro e a geração de mais empregos. O Brasil é gigante por natureza. [email protected]

JOGOS AMBIENTAIS NO ENSINO APRENDIZAGEM

As questões ambientais se traduzem como uma preocupação da sociedade capitalista atual em relação às consequências já observadas em todo globo oriundas de ações antrópicas desordenadas. O questionamento do futuro do ambiente natural a partir da realidade do modelo de produção deu início às discussões sobre os problemas ambientais e sobre a necessidade da Educação Ambiental.

Nos últimos anos, o uso de Jogos Didáticos recurso no ensino/aprendizagem de Ciências vem sendo investigado por diversos estudiosos. Entretanto, algumas questões sobre jogos, como a forma e os meios com que ele é empregado, e o papel que desenvolve na sala da Educação Básica, ainda demandam estudos.

Os jogos constituem uma ferramenta útil tanto na motivação quanto no aprendizado de conceitos, dinamizando o processo, assim como no que se refere a despertar o interesse do aluno para o conteúdo a ser trabalhado, uma vez que as atividades lúdicas impressionam e proporcionam prazer ao serem realizadas.

O jogo está presente na natureza humana, seja ela na infância ou na fase adulta. Seu uso vem de tempos remotos nas mais variadas culturas, o que faz com que seu significado e conceito sejam diversificados.

Jogo de tabuleiro (trilha): Este é um jogo que imita a “vida”. É composto por um tabuleiro com diversas casas, um dado, pinos para identificação dos jogadores e as cartas. O jogador (estudante) passará por diversas situações cotidianas relacionadas a casa, fazer o descarte incorreto de produtos entre outras situações.

Jogo da Memória: O objetivo do jogo é o de relacionar itens entre si e que se correlacionem. Para o jogo da memória, devem ser utilizados uma quantidade média de itens como até dez compostos estudados. Assim, uma porção das cartas contem a nomenclatura e a imagem do item, e pode conter informações correspondentes.

Em suma, os resultados obtidos sempre são positivos. Dessa forma, faz-se plausível concluir que o desenvolvimento e aplicação dos jogos proporciona o estreitamento da relação professor-aluno e aluno-aluno, pais-filhos, irmãos, além de contribuir para o processo de ensino-aprendizagem, e de poder ser adaptado para diferentes assuntos.

O ensino de Geografia e a construção de valores que contemplam o viés da educação ambiental são mais significativos quando os alunos estudam os espaços próximos de suas vivências, pois, os conceitos se tornam mais concretos e culminam em maior interesse.
O jogo de tabuleiro Para Onde Vai o Nosso Lixo é um brinquedo educativo que ajuda na educação ambiental infantil estimulando as crianças a associarem o lixo reciclável com suas cores segundo o padrão internacional de reciclagem. É um jogo divertido e prazeroso onde os próprios jogadores exploram exemplos de reaproveitamento de lixo do cotidiano e é jogado em um tabuleiro que representa os caminhos que o lixo percorre em uma cidade. Este brinquedo atende a lei 9.795/99, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, tornando obrigatória a inserção da Educação Ambiental nos currículos escolares.

O jogo é um recurso estimulante para os estudantes, por ser uma atividade lúdico-prática que desenvolve diversos âmbitos do conhecimento, além dos já adquiridos ao longo da vida, aliando o ensino teórico ao prático.

Ao refletir sobre a atual degradação do meio ambiente, a escola possui papel fundamental na formação de cidadãos críticos e preocupados com a conservação do meio ambiente, capazes de tomar decisões conscientes. Desta forma, ressalta-se a necessidade e importância de se trabalhar Educação Ambiental em sala de aula. Neste sentido, esses trabalhos tem como objetivo apresentar jogos didáticos, suas estruturas e regras, bem como evidenciar os resultados de sua aplicação nos anos finais do Ensino Fundamental. Os jogos devem ser aplicados em turmas diferentes. A utilização de jogos se mostram uma ferramenta eficiente de aprendizado e sensibilização ambiental.  [email protected]

LEITURA AMBIENTAL PARA CRIANÇAS

A leitura para qualquer idade mexe com a imaginação, no entanto quando a imaginação é provocada numa mente fértil, os resultados são surpreendentes.

Uma das atitudes mais importantes que o ser humano pode ter hoje é preservar o meio ambiente. Porém, ter no futuro um planeta sustentável e rico em recursos naturais tem sido um grande desafio para a humanidade.

Se você deseja fazer uma grande contribuição com a formação pessoal e intelectual do seu filho, não pense duas vezes antes de tomar decisões que irão incentivar o hábito da leitura. O mundo dos livros é amplo e fornece conhecimento, maior vocabulário, aumento da criatividade e inúmeros outros benefícios que as crianças poderão usufruir durante toda a vida.

Na infância, a leitura é fundamental para dar às crianças a oportunidade de adquirir fluência verbal, de intensificar as estruturas do pensamento e de melhorar habilidades como comunicação social e interpretação de texto. Além disso, é através dos livros que os pequenos descobrem novos mundos, ideias diversificadas e histórias que deixam a imaginação voar longe.

A importância da leitura na educação infantil é muito grande, pois ela tem a capacidade de formar cidadãos ativos na organização de uma sociedade mais consciente e crítica. Por isso, desenvolver o hábito da leitura desde a infância é fundamental, e a influência de pais e educadores nesse estágio é imprescindível.

A leitura traz a possibilidade de desenvolvimento da Educação Ambiental a partir da literatura infantil e dos livros paradidáticos. Por intermédio das estratégias de leitura, garante-se a leitura literária da obra, abrindo espaços para as discussões acerca das questões ambientais. Desta forma, as crianças apreendem conceitos básicos para uma melhor compreensão e atuação no meio ambiente, ao mesmo tempo em que participam de uma atividade lúdica, onde também se desenvolve o gosto pela leitura e a habilidade leitora e de interpretação de texto.

Certo experimento com atividades realizadas com alunos do segundo ciclo do Ensino Fundamental, de forma a materializar propostas para uma relação ensino-aprendizagem da Educação Ambiental envolvendo a literatura de maneira a respeitar o livro e transmitir valores capazes de serem apreendidos e retransmitidos pelas crianças mostra-se sempre positiva.

Reitera-se a importância das estratégias de leitura como forma de garantir a leitura literária da obra, estando as questões de nossa intencionalidade tradadas em momentos antes, durante e principalmente depois da leitura.

Nota-se uma aceitação positiva desta atividade e nossos objetivos foram facilmente alcançados, uma vez que, por finalizar as atividades, após o momento da leitura literária da obra e das discussões acerca das questões ambientais, com a confecção de objetos referentes à história contada com a possibilidade do uso de materiais recicláveis, criando naturalmente nas crianças atitudes de agentes multiplicadores, ao disseminarem aquilo que aprenderam, despertando o desejo da leitura em amigos e familiares e explanando as atitudes ambientalmente corretas para todos em seu entorno.

Outra característica positiva desta atividade é que pode ser desenvolvida de maneira interdisciplinar envolvendo diversos componentes curriculares, professores e turmas, formando uma corrente de leitura e educação ambiental.

É preciso repensar a maneira como o homem trata o meio ambiente, através de desmatamentos, caça e pesca predatórias, poluição, perda da biodiversidade, desperdício de água, dentre outros sérios problemas. E, quando se fala em futuro, não podemos nos esquecer de quem serão os principais agentes dele: as crianças de hoje.

Por isso, quanto mais cedo o tema for abordado com as crianças, maiores as chances de despertar a consciência pela preservação ambiental. Este tipo de disciplina deve estar presente já na pré-escola. [email protected]

AGENDA FLORESTAL POSITIVA

O ano foi 2002 quando a Assembleia Legislativa do Amapá aprovou a Política Estadual de Florestas e demais formas de vegetação que trata do conjunto de princípios, objetivos e instrumentos de ações fixadas na Lei, a fim de proporcionar a produção sustentável de bens e serviços florestais, a conservação dos ecossistemas e a melhoria da qualidade de vida no Estado do Amapá, além do que cada estado da Amazônia Legal, principalmente, possui sua legislação e política de desenvolvimento florestal.

A lei amapaense que recebeu o número 0702, tem como princípios para o desenvolvimento da Política de Florestas, os seguintes:  I – do desenvolvimento sustentável; II – da preservação e conservação da biodiversidade; III – do ambiente ecologicamente equilibrado como direito fundamental da pessoa humana; IV – do acesso eqüitativo aos recursos florestais; V – do usuário-pagador e poluidor-pagador; VI – da cooperação nacional e internacional.

Passados inúmeros anos, as ações de desenvolvimento do setor estaduais, ou interestaduais ainda buscam caminhos para aumentar a participação florestal nos PIBs estaduais e no nacional.

Poucos casos de sucesso podem ser relatados, dentre os diversos casos de investimento em projetos de desenvolvimento madeireiro assim como o não madeireiro, no qual os dois devem indubitavelmente estar atrelados.

Em 2019 na Embrapa Amazônia Oriental, com diversas colaborações, foi constituído o documento intitulado Agenda Positiva para o Manejo Florestal Sustentável: Produção e Consumo Sustentável de Madeira de Florestas Naturais: Reflexões e Recomendações. Este documento sistematiza os diversos pensamentos e anseios da sociedade que abrange a cadeia produtiva madeireira. Dentro os encaminhamentos podemos citar:

Painel 1. Pesquisa, Ensino, Capacitação e Extensão Florestal. Questão Central: Após mais de três décadas de pesquisa em florestas manejadas, o que aprendemos com e sobre a recomposição da floresta? E sobre o ensino, capacitação e extensão florestal para garantir a extração madeireira, a sustentabilidade e a conservação dos recursos florestais das florestas manejadas?

Painel 2. Produção Madeireira: Áreas Privadas, Concessões Florestais e Produção Comunitária. Questão Central: Qual o cenário atual da cadeia produtiva madeireira e os gargalos encontrados no manejo de florestas, em áreas privadas, concessões em áreas públicas e áreas comunitárias?

Painel 3. Licenciamento e Monitoramento de PMFS. Questão Central: Quais os desafios a serem superados e perspectivas no momento, para que o setor produtivo (empreendedores florestais: empresas privadas e associações e cooperativas comunitárias), possam ser atendidos de forma célere, para licenciamentos, apoio técnico de esclarecimentos documentais e monitoramento/vistorias do PMFS?

Painel 4. Certificação, Mercados e Políticas Públicas (nichos específicos, nacionais e internacionais). Questão Central: Que estratégias e/ou arranjos institucionais poderiam assegurar a venda da madeira e/ou produtos oriundos de PMFS, a preço justo aos diferentes atores da cadeia produtiva da madeira?

Considerando que o Estado do Amapá tem cerca de 95% de seu território coberto por florestas, e 72% do seu território é protegido por Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Ainda assim, a atividade florestal pouco contribui para a geração de emprego e renda. Desta forma, um dos principais problemas enfrentado pelo Estado é transformar o potencial do patrimônio florestal em oportunidades econômicas e sociais, com equilíbrio ecológico, para elevar o bem-estar de sua população.

As demandas sociais sobre uso e proteção dos recursos florestais, que inclui a legislação e o sistema de gestão florestal, devem resultar em linhas de ações para a elaboração de um Programa Estadual de Florestas. Para tanto, no decorrer do processo de construção, as demandas devem ser sistematizadas e detalhadas em linhas temáticas, organizadas em eixos como: político-institucional, finalístico, técnico-científico e instrumental.

Ressalto que todas as sugestões que compõe os quatro painéis da publicação organizada pela Embrapa, estão discriminados no documento publicado. [email protected]

REDD+ NO MERCADO DE NOVOS E USADOS DE MADEIRA

Não existe uma base de dados que possa apresentar a movimentação mensal ou anual da quantidade assim como de valores dos móveis, esquadrias além de madeiras pelo seu segundo uso, que existe nos estados, regiões ou no Brasil.

São portas e portões, janelas e janelões, mesas, cabeceiras, bancos, cadeiras, camas de solteiro, camas de casal, beliches, treliches, armários, cristaleiras, prancha, caxilhos, forro de madeiras além dos POM (Pequenos Objetos de Madeira), inclusive se formos procurar em antiquários podemos encontrar uma infinidade de objetos e equipamentos de madeira, feitos e reaproveitados de madeiras que já passaram pelo segundo, terceiro ou mais usos.

Existem inúmeras histórias que sabemos acerca de móveis que pessoas dizem e recordam dos avós, bisavós ou ainda de gerações mais distantes que foram marcadas por móveis que existem até hoje. Qual móvel lhe traz recordação do passado?

Casas. No Brasil e no Mundo a madeira é tão utilizada que até casas inteiras são construídas desse material. Quando se fala em casa de madeira, um dos itens mais importantes é justamente o tipo de madeira utilizada. Existem diversas opções de madeira que são utilizadas para construção de casas. A qualidade destas madeiras implica diretamente na durabilidade e facilidade de manutenção da casa. A durabilidade de uma casa de madeira está muito ligada à qualidade do material da obra, execução e manutenção. Ao utilizar materiais de alta qualidade, você garante a durabilidade e reduz a preocupação com a manutenção, tendo uma construção que permanecerá perfeita para as próximas gerações de sua família. Porém mesmo depois de usar a madeira na casa, muitas das vezes ao se fazer reforma, a madeira é utilizada para outros nobres fins.

Visualizado um mercador em alto crescimento, a construção civil usa a madeira que é um material natural, vegetal, abundante e renovável na natureza. A construção civil faz uso desse recurso desde épocas pré-históricas, pois a sua alta resistência mecânica e baixa densidade oferece um bom desempenho às estruturas e facilidade de trabalho. Além disso, a madeira possui um resultado estético sempre autêntico, que traz conforto e aconchego aos espaços onde é adotada. Vários fatores influenciam as características da madeira, tais como: composição e umidade do solo no local de crescimento da árvore, incidência de chuvas, condições de insolação e de temperatura, posição da árvore na mata, época do corte e processo de extração, entre outros. Tais fatores provocam variações significativas na madeira, mesmo se tratando de árvores da mesma espécie oriundas da mesma região. Para execuções expostas a intempéries, como decks e pergolados, indica-se o uso de madeiras mais duras, resistentes ao tempo, como o ipê. No entanto, apenas o uso da madeira mais indicada não é suficiente. É necessário ficar atento a outras questões relacionadas à durabilidade do material.

E qual a qual a relação do REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) com móveis e objetos usados de madeira tem?

O REDD+ é um incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados de Redução de Emissões de gases de efeito estufa provenientes do Desmatamento e da Degradação florestal, considerando o papel da conservação de estoques de carbono florestal, manejo sustentável de florestas e aumento de estoques de carbono florestal (+).

O país em desenvolvimento apresenta à UNFCCC todos os elementos para obtenção do reconhecimento de seus resultados de REDD+. Uma vez que o processo é finalizado, os resultados de REDD+ medidos em tCO2e serão inseridos no Lima Information Hub. O país está então apto a captar recursos de pagamentos por resultados. Os pagamentos serão efetuados por diversas fontes internacionais, em particular do Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês). Os pagamentos são feitos por resultados alcançados ex-ante. A distribuição dos benefícios, portanto se dá de acordo com regras definidas nacionalmente. Não há regras e/ou exigências quanto ao uso desse recurso vez que o pagamento se deu por ações executadas no passado.

Assim, vamos analisar. Quando você utiliza e reutiliza a madeira mais e mais vezes, estamos evitando o corte de árvores aumentando a conservação e mantendo o estoque de carbono.

Ou seja, os vendedores e as lojas de novos e usados de madeira, estão praticando a REDD+ e conservando a natureza. Isso é sustentabilidade. [email protected]

MERCADO DE PLANTAS, ERVAS, SEMENTES, ÓLEOS…

Os produtos e subprodutos vegetais da floresta, mesmo tendo efetivamente um mercado efervescente, ainda não possui uma mensuração sistemática no Brasil, tão pouco nos estados e municípios brasileiro, Podemos encontrar alguns estudos de iniciativas governamental e da iniciativa privada, quando precisam fazer levantamentos para projetos, plano de negócios, avaliação pericial, ou mesmo para avaliar potenciais.

Ter uma alimentação mais funcional à base de vegetais conhecidos e ainda os que são pouco explorados pelos agricultores por ter, principalmente, uma pouca demanda de consumo, requer mais investimento em pesquisa, desenvolvimento, produção e inovação.
A agricultura do futuro já tem buscado investir em tecnologias disruptivas que otimizam o uso de uma matéria prima, na transformação de vários subprodutos. Ou exemplo é a inovação em mix de produtos antes considerados impossível de serem misturados, mas que hoje mostram-se como excelentes soluções de novos produtos com agregação de valor e alta rentabilidade nos negócios.

Um exemplo de visão holística para os negócios é a empresa à frente do seu tempo chamada Fazenda do Futuro. É uma marca lançada em 2019, na qual fabricava sucos Do Bem. Os produtos têm gosto e textura parecidos com carne, mas são feitos de beterraba, ervilha, grão-de-bico e soja. Hoje a empresa vende hambúrguer, linguiça, almôndega, “carne moída” e “frango”. O faturamento cresceu três vezes em um ano. Em um grande varejista, a marca já responde por 23% das vendas de hambúrguer. O Brasil representa 90% do mercado, mas o plano é crescer na Europa. A entrada nos EUA está planejado para 2021. O conceito da empresa é: “os vegetais são riquíssimos e temos custos menores no Brasil. É uma oportunidade de dar uma nova cara ao país e não sermos vistos apenas como exportadores matéria primas, mas de alimentos com valor agregado”.

O Brasil oferece uma variedade de oportunidades para exportadores norte-americanos de alimentos à base de plantas, de acordo com relatório do escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em São Paulo. Segundo a agência, consumidores brasileiros estão adotando uma dieta mais balanceada e isso aumenta as oportunidades para novos produtos alimentícios.

O USDA diz que a empresa de pesquisa Euromonitor International estimou o tamanho do mercado brasileiro de alimentos e bebidas saudáveis em R$ 102 bilhões em 2019, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Isso faz do Brasil o sexto maior consumidor do mundo para essa categoria de produtos.

A agência observa que o número de vegetarianos no Brasil está aumentando, o que impulsiona a demanda por produtos sem proteína animal. Citando uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2018, o USDA afirma que 30 milhões de pessoas no Brasil se consideravam vegetarianas, um aumento de 75% em comparação com a mesma pesquisa realizada em 2012. Além disso, diz o USDA, a pesquisa mostrou que 60% de todas as pessoas entrevistadas prefeririam comprar produtos à base de plantas se a faixa de preço fosse semelhante à dos produtos de origem animal da mesma categoria.

O setor alimentício está crescendo muito e certamente traz muitas novidades. São tecnologias, ingredientes, técnicas de produção saudáveis – tanto para o consumo, quanto para o meio ambiente. Especialistas, como o Whole Foods Market e Brasil Food Trends, mostram tendências no mercado de alimentos e como elas acabaram surgindo. 1) A agricultura regenerativa, é uma tendência onde todas as parcelas da cadeia produtiva estejam interessadas em técnicas e consumo que impactem o mínimo possível a natureza. Por exemplo: manejo de terra e de animais que ajudem a melhorar a saúde do solo. 2) Novas carnes feitas à base de plantas, são os alimentos conhecidos plant based, ou à base de plantas, estão cada vez mais populares. Além das versões vegetarianas, surgem opções que usam frações de vegetais em sua composição. 3) Farinhas diferenciadas já estão no mercado de alimentos, que são feitas com ingredientes não convencionais, por exemplo: farinhas de banana, couve-flor, mandioca, elas são usadas como substitutas nas dietas sem glúten. E trazem uma alternativa interessante às farinhas brancas. Alimentos vegetarianos já são tendências no mercado, como aqueles à base de soja e TOFU deixarão de ser as únicas opções de proteínas vegetarianas. Serão produtos que adicionam feijão, cânhamo, abóbora e sementes como substitutos da soja.

Plantar é empreender, e quem cultivar novas espécies ou variedades terá mercado garantido, pois o mundo preciso do Novo Agro Inovador que a todo dia nasce no Brasil. [email protected]

CÚPULA DE LÍDERES DO CLIMA: MERCADO BILIONÁRIO

Os EUA reiniciaram o “surfe-na-onda” da bioeconomia e economia verde, e de quebra reassumiram a liderança mundial, abrindo o comércio agora com um plano econômico de investimento e colheita bilionária, deste seguimento de mercado, que muitos ainda insistem em não explorar.

Finalizando os primeiros quatro meses de gestão, o presidente dos EUA Joe Biden, coordenou dias 22 e 23.04.2021, de forma on-line a Cúpula de Líderes do Clima, onde 40 líderes mundiais fizeram suas declarações.

Cada presidente ou primeiro ministro teve apenas 3 minutos cada, para afirmar seus compromissos com a mitigação com a mudança climática. No entanto alguns aproveitaram o holofote mundial para atrair investidores, quando anunciaram como pretendem ou que já tem inserido nas suas matrizes econômicas ações concretas de investimentos no mega milionário mercado da economia verde.
Economia verde é uma economia na qual a finitude dos recursos naturais, os serviços ecossistêmicos e os limites planetários dados pela ciência são levados em consideração e constituem marcos claros dentro dos quais as atividades de produção, distribuição e consumo poderão ter lugar. Numa economia verde os serviços dos ecossistemas são considerados nos processos de tomada de decisões, as externalidades ambientais são internalizadas e questões como mudança do clima, escassez dos recursos naturais, eficiência energética e justiça social são elementos centrais e orientadores do comportamento dos agentes. (DIRUR/IPEA)

No meu artigo de 27/02/2021, informo que “as estimativas para as vendas atribuíveis à bioeconomia brasileira em todo o mundo totalizaram, em 2016, o valor de US$ 326,1 bilhões. No Brasil, em 2016, o valor das vendas atribuíveis a sua bioeconomia alcançou US$ 285,9 bilhões. O valor calculado de US$ 285,9 bilhões para o conteúdo da bioeconomia nas atividades econômicas do país equivalia a 13,8% do PIB. Os dados iindicam que a fabricação de produtos alimentícios foi a atividade que mais absorveu o valor oriundo do setor primário: suas vendas atribuíveis à bioeconomia totalizaram US$ 65,2 bilhões.” Veja matéria completa em https://agazetadoamapa.com.br/coluna/879/os-numeros-e-desafios-da-bioeconomia.

São Paulo possui o maior e mais diversificado mercado de economia verde do Brasil. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de 2019, da Secretária de Trabalho do Ministério da Economia (ME), são 147 mil empresas que atuam no setor, empregando 1,4 milhão de pessoas no Estado, representando quase um 1/3 dos empregos verdes do País. É um verdadeiro ecossistema de empreendimentos sustentáveis.

São Paulo incorporou o tema da economia verde em sua agenda política e empresarial, e criou leis vanguardistas, regulamentou os resíduos sólidos (Lei Estadual nº 12.300/2006) e mudanças climáticas (Lei Estadual nº 13.798/2009). Tais medidas abrem caminhos para a prospecção de novos negócios, uma vez que criam demandas específicas como, por exemplo, a necessidade de investimentos em transporte sustentável.

Para aumentar os recursos financeiros dos municípios na implementação de políticas de preservação ambiental, em 2021 foi promulgada a lei do ICMS ambiental. A nova lei reorientou o repasse dos valores da arrecadação do ICMS para os municípios. O percentual de repasses destinados ao meio ambiente dobrará até 2024.

Estimativa das Secretarias estaduais de Desenvolvimento Regional e Fazenda aponta para transferência de mais de R$ 5 bilhões, ao longo dos próximos dez anos, aos municípios que se empenharem na preservação ambiental e na adoção de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável.

O Estado está abocanhando grande fatia do mercado potencial para captação de energia solar e pequenas centrais hidrelétricas espalhadas pelo território, além de contar com a produção de componentes para aerogeradores, destinados a aproveitar a grande capacidade de geração de energia eólica do País.

A Cúpula de Lideres do Clima, já é um preparativo para a COP 26. Nesta nova reunião mundial, deve ser ratificado, que as emissões de CO2 têm que cair 45% até 2030, segundo os compromissos da comunidade internacional pactuados na COP 21 cinco anos atrás, em Paris. A COP 26 (A Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que ocorrerá de 01 à 12.11.2021 em Glasgow), é extremamente importante porque representa uma oportunidade para os países se organizarem para implementar uma estratégia de mitigação das mudanças climáticas. Com a assinatura do Acordo de Paris em 2015, cada país apresentou compromissos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, desta forma, limitar o aumento das médias de temperatura do planeta a no máximo 1,5 °C.

‬Como falou o Presidente Joe Biden, não se sabe o tamanho desse mercado e tem empresas que ainda nem surgiram e tão pouco novos modelos de negócios, mas que vão gerar empregos. O mercado futuro está aqui no presente. [email protected]