5000 MIL BATEDEIRAS DE AÇAÍ: PLACA SOLAR ON ou OFF GRID

O Amapá nós consumidores de açaí e os batedores, passamos o maior perrengue no com a falta de açaí no período do Açaí. Para o amapaense, deixe faltar tudo, menos o “açaí nosso de cada dia”. Calcula-se um número aproximado entre 4 a 5 mil batedeiras de açaí no Amapá. Em Santana, por exemplo, estima-se entre 800 a 1000 batedeiras de açaí. Esse número em qualquer lugar flutua muito em função de diversos fatores. Um dos motivos é que com o desemprego em alta, diversas famílias buscam alternativas, sendo uma delas a instalação de uma batedeira.

Os custos de desenvolver essa atividade, vão além da compra do fruto e do saco plástico. Tema a legalização do empreendimento junto à vigilância sanitária, órgãos ambientais e outros. Um dos principais custos no dia a dia da atividade está a energia, que mesmo fazendo economia na batedeira, constantemente está aumentando.

A inovação tecnológica a partir das pesquisas e do desenvolvimento de métodos, materiais e equipamentos, está chegando aos mais diferentes temas da sociedade. Hoje uma batedeira de açaí ter uma placa solar On ou Off Grid não é mais novidade. Não é novidade entre aspas, porque essa tecnologia não chega para essa classe, de forma simples e clara, e principalmente com possibilidade de aquisição pelos elevados custos.

Um sistema Off Grid 1×1 com autonomia de 10 horas é composto por um kit com as seguintes partes: 2 Painéis Solar Policristalino 320W, 2 Baterias Estacionárias 234AH, 1 Inversor Onda Pura 24V 2000W 110V EPERVE, 1 Controlador de Carga 12V 24V 48V 60ª. Cada caso é um caso de projeto.

A energia fotovoltaica, que é a transformação da luz solar em eletricidade, é conhecida no meio científico como uma das mais limpas que existem no mundo. Porém, o custo alto da instalação dos equipamentos necessários para a captação era, até certo tempo, o principal motivo de discussão, pois dificultava a aquisição por boa parte da população. Com o financiamento, mais famílias poderão adquirir seus equipamentos. Atualmente, o Brasil apresenta 17.408 conexões, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O Amapá entrou nesse cenário nacional da produção de energias renováveis. Prédios públicos e residências já utilizam a energia solar no Estado e a tendência, com o incentivo é que mais unidades consumidoras adotem o novo modelo de geração de energia.
Todo amapaense sabe que aqui temos um “sol para cada um”, ou seja, é muita energia que está sendo desperdiçada por falta de uma política pública que veja que a cadeia produtiva da energia solar, gera rapidamente muitos postos de trabalhos. São necessários vários treinamentos, cursos e atualização constante para forma engenheiros, técnicos e auxiliares. É necessário uma cadeia de suprimentos que forme verdadeiros clusters de empresas para suprir a demanda pela prestação dos serviços, que vão desde a venda, instalação e manutenção dos equipamentos e de serviços auxiliares.

A energia solar apresenta diversas vantagens. Ao contrário dos combustíveis fósseis, o processo de geração de eletricidade a partir de painéis solares não emite dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e dióxido de carbono – poluentes com efeitos nocivos à saúde humana e que contribuem para o aquecimento global. Por isso, a energia solar pode ser considerada uma fonte de energia renovável.

Além disso, o Brasil recebe grandes quantidades de radiação solar, já que está localizado próximo à linha do Equador. Assim, ele apresenta alto potencial para a geração de eletricidade a partir dessa fonte de energia.

Assim não se pode negar que uma batedeira sozinha não faz verão, mas cinco mil batedeiras juntas usando e demandando serviços de placas solares vão aumentar a efetividade da movimentação econômica no estado do Amapá. [email protected]

Marcelo Creão
Ex-secretário de Estado na SEMA-AP, mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais, professor de Gestão Ambiental na FAMA.